segunda-feira, 16 de julho de 2012

Nossa Senhora do Carmo - 16 de Julho



A festa de Nossa Senhora do Carmo prende-se intimamente à Ordem Carmelitana, cuja origem remonta aos tempos antigos, envolvidos em nuvens de venerandas lendas. A Ordem dos Carmelitas tem por propósito especial o culto da Mãe de Deus, Maria Santíssima, e pretende ter origem nos tempos do profeta Elias.

Está fora de dúvida que o paganismo anti-cristão não estava sem conhecimento das promessas messiânicas. A Mãe do Salvador vemo-la preconizada pelas Sibilas, simbolizada pelas imagens de Isis e venerada nos mistérios pagãos. 

Suposto isto, causaria estranheza, se o povo de Deus, possuidor das profecias mais claras e especializadas sobre a Mãe-Virgem, a vencedora da serpente, não tivesse tido palavra, instituição nenhuma, que dissesse respeito à Mãe do Salvador. Não é a intenção de querer alegar os argumentos pró e contra desta piedosa opinião ou digamos mesmo, convicção dos religiosos Carmelitas.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Catecismo da Igreja Católica - Prólogo

Basílica de São Pedro - Vaticano

Prólogo

(1-25)

«PAI, [...] é esta a vida eterna: que Te conheçam a Ti, único Deus verdadeiro, e Aquele que enviaste, Jesus Cristo» (Jo 17, 3). «Deus, nosso Salvador [...], quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade» (1 Tm 2, 3-4). «Não existe debaixo do céu outro nome, dado aos homens, pelo qual possamos ser salvos» (Act 4, 12), senão o nome de JESUS.

I. A vida do homem – conhecer e amar a Deus

1. Deus, infinitamente perfeito e bem-aventurado em Si mesmo, num desígnio de pura bondade, criou livremente o homem para o tornar participante da sua vida bem-aventurada. Por isso, sempre e em toda a parte, Ele está próximo do homem. Chama-o e ajuda-o a procurá-Lo, a conhecê-Lo e a amá-Lo com todas as suas forças. Convoca todos os homens, dispersos pelo pecado, para a unidade da sua família que é a Igreja. Para tal, enviou o seu Filho como Redentor e Salvador na plenitude dos tempos. N'Ele e por Ele, chama os homens a tornarem-se, no Espírito Santo, seus filhos adotivos e, portanto, herdeiros da sua vida bem-aventurada.

2. Para que este convite se fizesse ouvir por toda a Terra, Cristo enviou os Apóstolos que escolhera, dando-lhes o mandato de anunciar o Evangelho: «Ide, pois, fazei discípulos de todas as nações, baptizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a cumprirem tudo quanto vos prescrevi. E eis que Eu estou convosco todos os dias até ao fim do mundo» (Mt 28, 19-20). Fortalecidos por esta missão, os Apóstolos «partiram a pregar por toda a parte e o Senhor cooperava com eles confirmando a Palavra com os sinais que a acom­panhavam» (Mc 16, 20).

3. Aqueles que, com a ajuda de Deus, aceitaram o convite de Cristo e livremente Lhe responderam, foram por sua vez impelidos, pelo amor do mesmo Cristo, a anunciar por toda a parte a Boa-Nova. Este tesouro, recebido dos Apóstolos, foi fielmente guardado pelos seus sucessores. Todos os fiéis de Cristo são chamados a transmiti-lo de geração em geração, anunciando a fé, vivendo-a em partilha fraterna e celebrando-a na liturgia e na oração (1).

quarta-feira, 11 de julho de 2012

São Bento: O Varão do qual nasceu uma Civilização - 11 de Julho


Deus o chamou para ser o "grande patriarca do monaquismo ocidental". A ordem por ele fundada fez nascer das ruínas do Império Romano a cultura e a civilização européias.

O orgulhoso e outrora invicto Império Romano dissolvia-se devastado pelas hordas avassaladoras dos invasores bárbaros. Tudo cedia diante deles: exércitos, muralhas, instituições e costumes eram varridos pela maré montante dos novos dominadores.

"O navio afunda!" - exclamava São Jerônimo, que escreveu com tristeza ao receber a notícia da queda de Roma: "A minha voz se extingue; os soluços embargam-me as palavras. Está tomada a ilustre Capital do Império!"

A civilização parecia se desfazer num dramático ocaso sem esperança.

Entretanto, uma estrela luzia nessa escuridão desconcertante, indicando o verdadeiro rumo dos acontecimentos: na cidade de Hipona cercada pelos vândalos, Santo Agostinho escrevia "A Cidade de Deus", proclamando que o mundo nascido do paganismo soçobrava irremediavelmente, e a Cidade de Deus - a Santa Igreja Católica - não apenas jamais seria destruída, mas sempre triunfaria sobre qualquer adversidade.

Que meios, porém, e que homens utilizaria Deus para desse caos fazer emergir a ordem e o esplendor?

terça-feira, 10 de julho de 2012

Católicos agora são maioria nos EUA

Cathedral of Saint Patrick - Archdiocese of New York

Enquanto a mídia secular está arrotando o resultado das pesquisas do nosso ultra ortodoxo e confiável IBGE sobre a queda de Católicos em terras brasileiras, nos Estados Unidos da América a situação concreta é bem diferente: na maior nação protestante do mundo agora o Catolicismo já é a maior religião cristã com mais de 68 milhões de fiéis. A maioria convertida do protestantismo.

É ótimo que os EUA estejam se convertendo rápido e "tradicionalmente". O país deles tendo protestantismo como raiz devem saber, e ter provado muitas das loucuras e venenos que traz esse tipo de crença.

Os dados:

1. The Catholic Church - 68,202,492, [ranked 1 in 2011]

2. Southern Baptist Convention - 16,136,044, [ranked 2 in 2011]

3. The United Methodist Church - 7,679,850, [ranked 3 in 2011]

4. The Church of Jesus Christ of Latter-day Saints - 6,157,238, [ranked 4 in 2011]

5. The Church of God in Christ - 5,499,875, [ranked 5 in 2011]

6. National Baptist Convention , U.S.A. , Inc. - 5,197,512, [ranked 6 in 2011]

7. Evangelical Lutheran Church in America - 4,274,855, [ranked 7 in 2011]

8. National Baptist Convention of America , Inc. - 3,500,000, [ranked 8 in 2011]

9. Assemblies of God  - 3,030,944, [ranked 9 in 2011]

10. Presbyterian Church (U.S.A.) - 2,675,873, [ranked 10 in 2011]


Cathedral of Saint Louis IX King of France - Archdiocese of New Orleans
Bento XVI, na sua homília no “Yankee Stadium” de Nova Iorque, lembrou que “Nesta terra de liberdade religiosa, os Católicos encontraram não só a liberdade para praticar sua fé, mas também para participar plenamente na vida civil, levando consigo suas convicções morais para a esfera pública, cooperando com seus vizinhos a forjar uma vibrante sociedade democrática.” 
 
De fato, na recém fundada federação americana, se instituiu uma realidade muito particular, podemos dizer que foi na terra estadunidense onde a Igreja Católica vivenciou maior liberdade sob um país majoritariamente protestante. 
 
Dessa forma, o clero americano pôde acolher com maior zelo os imigrantes de fé romana, principalmente vindos da Irlanda, num primeiro momento, e depois da Itália, Polônia e Alemanha, assim como sedimentar uma forte presença no país, seja através de instituições ou por meio do crescente número de vocações.

O futuro do Catolicismo nas Américas, sobretudo nos Estados Unidos, é de grande importância para a Cristandade. A Europa está espiritualmente morta e em breve será tomada pacificamente pelo Islã, pois os europeus de herança cristã não têm mais filhos, nem mesmo o suficiente para repor o declínio natural da população. Salvo um milagre, é um processo irreversível.

Da Europa se terá apenas a saudosa lembrança de um tempo cristão, que não voltará tão cedo, e que viverá talvez em pequenas ilhas isoladas, como os cristãos dos países maometanos do Oriente. Queira Nossa Senhora que aconteça um milagre e que a Europa volte a ser cristã. Talvez as profecias de Fátima se cumpram trazendo uma renovação católica no Velho Mundo. Talvez... Rezemos.

Cathedral of Saint Helena - Diocese of Helena, Montana
Em termos práticos, sem esperar pelo milagre, confiando no andar ordinário das coisas, as Américas são uma terra mais fértil para a semente do Evangelho.

O Brasil seria uma ótima terra de missão, com um povo mais dócil às verdades reveladas, com virtudes ainda inacabadas, herdadas da presença do catolicismo antes da crise pós-conciliar que devastou a vida espiritual do Ocidente. 

Os países da América Hispânica, catolicíssimos, devotíssimos de Nossa Senhora, também têm em si a potência de protagonizar o ressurgimento de uma civilização católica no Ocidente. Mas os Estados Unidos teriam um papel de cardeal importância, porque lá as instituições e os estado de espírito necessárias para isso já são uma realidade. Mesmo fortemente abalado pela crise conciliar, o catolicismo lá é mais pujante que em qualquer outra nação do Ocidente. Antes da crise conciliar essa pujança era uma coisa notável.

Só em 1955 foram 140 mil os protestantes convertidos e a população católica crescia em 1 milhão anualmente. Isso é uma coisa verdadeiramente assombrosa!

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Santa Paulina - 9 de Julho


Madre Paulina do Coração Agonizante de Jesus, nasceu em Vígolo Vattaro, Trento, na Itália, aos 16 de dezembro de 1865. Foi batizada com um nome cuja sonoridade lembra algo que tem em si uma luz afável e bondosa: Amabile Lúcia ...


Na Praça de São Pedro, o Papa João Paulo II é o oficiante de uma longa, bela e concorrida cerimônia. O Vigário de Cristo afirma em sua homilia: Foi num Hospital que o seu "ser-para-os-outros" constituiu-se no pano de fundo de toda sua vida. "No serviço aos pobres e aos doentes, (essa santa) tornou-se a manifestação do Espírito Santo: consolador perfeito; doce hóspede da alma; suavíssimo refrigério".

Milhares de fiéis vindos de todo o mundo se entusiasmam: eles aplaudem, emocionam-se, dão glórias a Deus. Era um domingo de sol da primavera romana, com um céu azul, lindo. Tudo muito diferente de como viveu Amabile Lúcia Visintaimer. Enquanto religiosa, sua vida teve características semelhantes às de um interminável inverno de céu cinzento, de uma noite escura e cheia de dificuldades, sacrifícios, humilhações, incompreensões...

Naquele domingo (19 de maio de 2002) a Igreja declarava, "com pompas e circunstancias", - Urbi et Orbe - que Amabile tinha passado sua existência terrena praticando heroicamente todas as virtudes católicas. Seu modo de vida levou-a de um inverno momentâneo para a primavera sem fim; ela caminhou na noite para chegar à eterna luz; as humilhações lhe conduziram à glória. A mais alta das glórias.

Na Praça de São Pedro vivia-se uma ocasião memorável. Um dia providencialmente próprio para ser honrada e elevada às glórias dos altares aquela que, no país que a adotou como filha, foi chamada de Madre Paulina do Coração Agonizante de Jesus. Aquela que agora, em todo o mundo, passava a ser conhecida como Santa Paulina.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Santa Maria Goretti - 6 de Julho


A verdadeira felicidade exige coragem e espírito de sacrifício, rejeição de todo compromisso com o mal e disposição para pagar com a própria vida a fidelidade a Deus e aos seus Mandamentos.

"Nessa tarde, em Ferriere di Conca, um maniaco sexual, aproveitando a ausência de familiares, tentou violentar uma garota de 12 anos que morava na mesma casa que ele. A menina, que se chamava Maria, reagiu às tentativas do agressor e foi morta."

Fatos semelhantes a esse tornaram-se frequentes em nossos dias. Para muitos, este ato vil e ignóbil, já tem a aparência de corriqueiro... E, considerando apenas a frequência com que acontecem e são noticiados, até que seria fácil considerá-los banais, caso neles não estivessem envolvidos aspectos tão graves e elevados como a vida humana, os bons costumes, a moral e os mandamentos da Lei de Deus.
 
A notícia que transcrevemos acima pode ser tida como mera repetição: não é! Um dos aspectos que a tornam sublime é o fato de a vítima ter se transformado em exemplo: por amor a Deus, ela enfrentou seu algoz para defender sua pureza; morreu virgem. 
 
No artigo que publicamos, você conhecerá o que leva essa notícia a não ser banal mas, sublime. Você saberá porque uma menina, há mais de cem anos, foi capaz de defender a virgindade até o martírio e tornar-se santa. Você saberá quem foi Santa Maria Goretti.

terça-feira, 3 de julho de 2012

São Tomé Apóstolo - 3 de Julho


"Se eu não vir em suas mãos o lugar dos cravos e se não puser o meu dedo no lugar dos cravos e minha mão no seu lado, não crerei." Oito dias depois, achavam-se os discípulos, de novo, dentro de casa, e Tomé com eles. Jesus veio, estando as portas fechadas, pôs-se no meio deles e disse: "A paz esteja convosco!" Disse depois a Tomé: "Põe teu dedo aqui e vê minhas mãos! Estende tua mão e põe-na no meu lado e não sejas incrédulo, mas crê!" Respondeu-lhe Tomé; "Meu Senhor e meu Deus! Jesus lhe disse: "Porque viste, creste. Felizes os que não viram e creram!" (Jo 20,25-29)


Tomé, o Ascético

Chamado de Dídimo, natural da Galiléia, São Tomé foi um dos mais influentes e produtivos dentre os vários discípulos que foram para o Oriente, incluindo os Santos Bartolomeu, André, Simão e Judas. Os ensinamentos destes homens ficaram perdidos para as Igrejas do Ocidente, mas continuam atuais para as tradições ortodoxas e orientais. 

Ao contrário de Pedro e Felipe, estes Apóstolos não eram casados. O ascetismo (prática da ascese), era um importante ponto de contato espiritual entre eles e seus ouvintes orientais, que já idealizavam o ascetismo como uma medida de maestria divina.

Como seus ensinamentos foram "lembrados" e registrados, o ascetismo foi enfatizado e se tornou o ponto central. Muitas lendas e tradições destes grandes santos foram preservadas em evangelhos apócrifos dos três primeiros séculos, o que permite a recuperação de seus ensinamentos. Tomé, em particular, foi muito estimado e há evidências de que tenha viajado não só à Pérsia, mas até mesmo à Índia, provavelmente acompanhado por Bartolomeu e Judas, trazendo talvez um Evangelho Hebraico original de Matias à Índia.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

SERIE - CATEQUESE DO PAPA - Reconhecemos que Ele é o único Senhor da nossa vida

Cidade do Vaticano, Sala Paulo VI - Quarta-feira, 27 de Junho de 2012

Queridos irmãos e irmãs!

Como vimos nas quartas-feiras anteriores, a nossa oração é feita de silêncios e palavras, de cânticos e gestos que envolvem toda a pessoa: da boca à mente, do coração ao corpo inteiro. É uma característica que encontramos na oração judaica, especialmente nos Salmos. 

Hoje, gostaria de falar sobre um dos cânticos ou hinos mais antigos da tradição cristã, que São Paulo nos apresenta naquele que é, num certo sentido, o seu testamento espiritual: a Carta aos Filipenses. De fato, trata-se de uma Carta que o Apóstolo ditou enquanto estava na prisão, talvez em Roma. Ele sentia que a morte estava próxima porque afirmou que a sua vida seria oferecida em libação (cf. Fl 2, 17).

quinta-feira, 21 de junho de 2012

SERIE - CATEQUESE DO PAPA - Devemos não só pedir, mas também louvar e agradecer


AUDIÊNCIA GERAL - Sala Paulo VI - Quarta-feira, 20 de Junho de 2012


Amados irmãos e irmãs

A nossa oração é muitas vezes pedido de ajuda nas necessidades. E é também normal para o homem, porque temos necessidade de ajuda, precisamos dos outros, temos necessidade de Deus. Assim, para nós é normal pedir algo a Deus, procurar a ajuda dele; e devemos ter presente que a oração que o Senhor nos ensinou, o «Pai-Nosso», é uma prece de pedido, e com esta prece o Senhor ensina-nos as prioridades da nossa oração, limpa e purifica os nossos desejos e deste modo limpa e purifica o nosso coração. 

Portanto, se por si só é normal que na oração peçamos algo, não deveria ser exclusivamente assim. Há inclusive o motivo de ação de graças, e se estivermos um pouco atentos, veremos que de Deus recebemos muitas coisas boas: é tão bom conosco, que nos convém, é necessário, dizer obrigado! E deve ser também a prece de louvor: se o nosso coração estiver aberto veremos, não obstante todos os problemas, também a beleza da sua criação, a bondade que se manifesta na sua criação. Por conseguinte, devemos não apenas pedir, mas também louvar e dar graças: só assim a nossa oração é completa.

Natividade de São João Batista - 24 de Junho


A Liturgia faz-nos celebrar a Natividade de São João Batista, o único Santo do qual se comemora o nascimento, porque marcou o início do cumprimento das promessas divinas: João é aquele « profeta », identificado com Elias, que estava destinado a preceder imediatamente o Messias para preparar o povo de Israel para a sua vinda. 

Depois de Nossa Senhora, talvez seja João Batista o santo mais venerado pelos Cristãos.

Como a Santa Mãe de Deus, dele também se celebra a data de dois nascimentos: para a vida terrena, em 24 de junho, e para a vida eterna em 29 de agosto. Aliás, São João e Maria Santíssima eram parentes bem próximos.

Já no Antigo Testamento encontramos trechos que se referem a São João Batista, o Precursor: estrela da manhã que com o seu brilho excedia o brilho de todas as outras estrelas e anunciava a manhã do dia abençoado, iluminado pelo Sol espiritual de Cristo (Mal. 4,2). Ver Isaías.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Mais uma vez a questão do aborto – Dom Antonio Keller

 


DOM ANTONIO CARLOS ROSSI KELLER
PELA GRAÇA DE DEUS E DA SANTA SÉ APOSTÓLICA
BISPO DE FREDERICO WESTPHALEN (RS)

Nota Pastoral
“Mais uma vez a questão do aborto”

“Aquele, portanto, que violar um só desses menores mandamentos e ensinar os homens a fazerem o mesmo, será chamado o menor no Reino dos Céus. Aquele, porém, que os praticar e os ensinar, esse será chamado grande no Reino dos Céus.” (São Mateus 5,19)

Caros Diocesanos de Frederico Westphalen, irmãos e irmãs que compreendem o valor da vida humana.

Mais uma vez o Bispo Diocesano sente-se no dever, derivado de seu Ministério Episcopal, de vir a público e manifestar-se em relação ao tema do aborto. Mais especificamente, às veladas e covardes ações levadas a cabo por autoridades, que deveriam zelar pela defesa da vida, mas que “na calada da noite” estão empenhadas em implantar a prática do aborto em nossa Pátria, passando por cima da vontade da grande maioria da população que é contrária a esta prática.

sábado, 16 de junho de 2012

Devoção ao Coração Imaculado de Maria



Essa devoção é o caminho próprio para se chegar ao Coração de Jesus. Prescindir, em nossas orações, da intercessão de Nossa Senhora, Medianeira de todas as graças, equivaleria a voar sem asas

Na 6ª feira seguinte ao segundo domingo depois de Pentecostes, a Santa Igreja celebra a festividade do Sagrado Coração de Jesus. E no dia seguinte comemora-se a festividade do Imaculado Coração de Maria.

Sendo essa devoção de primordial importância, transcrevemos a seguir trecho de um artigo de Plinio Corrêa de Oliveira a respeito desse magno tema, publicado no “Legionário”, de 30-7-44.

“Toda a piedade verdadeira tem por objetivo dar glória a Deus e conduzir o homem à virtude. Para uma e outra coisa — que aliás se confundem — a devoção ao Coração Imaculado de Maria é um verdadeiro dom da Providência a este pobre e dilacerado século.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

SERIE - CATEQUESE DO PAPA - A Oração nas Cartas de Paulo - Parte IV


Cidade do Vaticano, Quarta-feira, 13 de Junho de 2012 - Sala Paulo VI

Amados irmãos e irmãs

O encontro quotidiano com o Senhor e a frequência dos Sacramentos permitem abrir a nossa mente e nosso coração à sua presença, às suas palavras e à sua ação. A oração não é apenas o respiro da alma mas, para usar uma imagem, é também o oásis de paz no qual podemos ir buscar a água que alimenta a nossa vida espiritual e transforma a nossa existência. 

E Deus atrai-se a Si, faz-nos subir ao monte da santidade, para estarmos cada vez mais próximos dele, oferecendo-nos luz e conforto ao longo do caminho. Esta é a experiência pessoal à qual são Paulo faz referência no capítulo 12 da segunda Carta aos Coríntios, sobre o qual desejo meditar hoje. Diante de quantos contestavam a legitimidade do seu apostolado, não enumera as comunidades que fundou e os quilômetros que percorreu; não se limita a recordar as dificuldades e as oposições que enfrentou para anunciar o Evangelho, mas indica a sua relação com o Senhor, uma relação tão intensa a ponto de ser caracterizada também por momentos de êxtase, de contemplação profunda (cf. 2 Cor 12, 1); portanto, não se exalta com aquilo que ele fez, com a sua força, com as suas atividades e os seus sucessos, mas orgulha-se pela ação que Deus realizou nele e através dele.

terça-feira, 12 de junho de 2012

São Barnabé, o Filho da Consolação - 11 de junho

 

Filho da Consolação, Membro destacado da Igreja apostólica, inflamado de zelo pela conversão dos pagãos

Nos primeiros dias da Igreja o fervor dos cristãos era tão grande, que eles renunciavam a seus bens, colocando-os à disposição dos Apóstolos para que os utilizassem em proveito de todos: “Repartia-se então a cada um deles conforme a sua necessidade” (Atos 4, 35). Sem ser obrigatória, esta prática se tornava possível devido ao pequeno número de fiéis. Com o crescimento da Igreja, ela continuou a florescer nas ordens religiosas.

Entre esses generosos cristãos destacava-se um, pelo que é nomeado por São Lucas: “Assim José – a quem os Apóstolos deram o sobrenome de Barnabé que quer dizer filho da consolação  levita natural de Chipre, possuía um campo. Vendeu-o e trouxe o valor dele e depositou-o aos pés dos Apóstolos” (At 4, 36-37).

segunda-feira, 11 de junho de 2012

O Vaticano apoiou o Nazismo?


A Mentira:

Após ler um fantasioso artigo do famigerado Avro Manhattan, traduzido pela, não menos fantasiosa e “Macediana” Mary Schultze, (Maria chuto), diziam os alienadores “pastor” João Flávio e o “presbítero” Paulo Cristiano, do hilário site protestante, CACP:

"(...) Mas a eleição, que aconteceu no mesmo ano, chocou de tal maneira o Vaticano e o Cardeal Pacelli, que estes decidiram apoiar definitivamente uma nova força política, que seria a única a evitar que a Alemanha fosse para a Esquerda. O antigo Partido Católico já havia tido o seu tempo. Somente medidas drásticas poderiam deter o Perigo Vermelho, isto é, somente o Nazismo. A eleição levou Pacelli e o papa a tomar a decisão de colocar o seu apoio a Hitler. (...).

(...) Depois de ler este relato feito por um dos mais eruditos historiadores sobre assuntos do Vaticano, não podemos deixar de concordar que foi, realmente, o Cardeal Eugênio Pacelli, futuro Pio XII - quem colocou Hitler no poder alemão, a serviço do Vaticano. Contudo, não se deve esquecer que Pio XI e Pacelli eram apenas dois lacaios do Papa Negro.” 

Onde se encontra a Mentira:


A Verdade Documental:
 
Os embusteiros protestantes acima, não explicaram quem é esse “Papa Negro”. Será que o ódio deles contra os “negros” continua hoje?
 
http://storico.radiovaticana.org/bra/storico/2006-02/65544_igreja_anglicana_pede_desculpas_por_cumplicidade_com_a_escravidao.html

Desmantelando a Farsa

Desde o início, os Papas condenaram vivamente o nazismo e tais gestos foram numerosos e perfeitamente claros. 

domingo, 10 de junho de 2012

Catequese - X Domingo do Tempo Comum


 
Evangelho comentado pelo Pe Carlo Battistoni - X Domingo do Tempo Comum - Mc 3,20-35
 
X Domingo
(Mc 3,20-35)

« Jesus voltou para casa com os seus discípulos. E de novo se reuniu tanta gente que eles nem sequer podiam comer. Quando souberam disso, os parentes de Jesus saíram para agarrá-lo, porque diziam que estava fora de si. Os mestres da Lei, que tinham vindo de Jerusalém, diziam que ele estava possuído por Belzebul, e que pelo príncipe dos demônios ele expulsava os demônios. Então Jesus os chamou e falou-lhes em parábolas: “Como é que Satanás pode expulsar a Satanás? Se um reino se divide contra si mesmo, ele não poderá manter-se. Se uma família se divide contra si mesma, ela não poderá manter-se. Assim, se Satanás se levanta contra si mesmo e se divide, não poderá sobreviver, mas será destruído. Ninguém pode entrar na casa de um homem forte para roubar seus bens, sem antes o amarrar. Só depois poderá saquear sua casa. Em verdade vos digo: tudo será perdoado aos homens, tanto os pecados, como qualquer blasfêmia que tiverem dito. Mas quem blasfemar contra o Espírito Santo, nunca será perdoado, mas será culpado de um pecado eterno”. Jesus falou isso, porque diziam: “Ele está possuído por um espírito mau”. Nisso chegaram sua mãe e seus irmãos. Eles ficaram do lado de fora e mandaram chamá-lo. Havia uma multidão sentada ao redor dele. Então lhe disseram: “Tua mãe e teus irmãos estão lá fora à tua procura”. Ele respondeu: “Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?” E olhando para os que estavam sentados ao seu redor, disse: “Aqui estão minha mãe e meus irmãos. Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe.» .

Laus Tibi Christe!


O episódio que hoje o Evangelho nos oferece para a reflexão, se deu logo no início da vida pública de Jesus. Ele, após uma noite de oração, tinha convocado doze entre os seus discípulos para constituir o “novo Israel”, o “resto do Israel” do qual, conforme os Profetas, deveria aparecer o Messias preparado por Jahvé há séculos e séculos. Tendo chamado os Doze para junto de si numa montanha, deu-lhes a “nova Lei” que tornaria mais eficaz e significativa a mesma Lei que Moisés havia recebido no monte Sinai. 

Em seguida Jesus voltou em companhia dos seus para «casa»: era o sinal de que, a partir daquele momento, Jesus e “os seus Doze” seriam uma só coisa para sempre. O Evangelista não dá alguma especificação sobre qual fosse essa «casa», mas podemos supor que se tratasse da casa de algum dos seus familiares; se assim for, fica ainda mais clara a contraposição entre a família natural (formada por pessoas que estão unidas por laços de sangue) e a família formada por aqueles que estão unidos porque Jesus é o centro das relações. Temos desde já uma antecipação da afirmação que Jesus fará mais tarde quanto às relações de comunhão como Deus as entende; é como se o Evangelista preparasse o contexto. 
 

quinta-feira, 7 de junho de 2012

SERIE - CATEQUESE DO PAPA - Em Festa com as Famílias do Mundo


Catequese - Praça de São Pedro - Quarta-feira, 6 de Junho de 2012 - Por ocasião da Visita Pastoral à Arquidiocese de Milão - VII Encontro Mundial das Famílias

Queridos irmãos e irmãs,

« A família: o trabalho e a festa»: foi este o tema do Sétimo Encontro Mundial das Famílias, que teve lugar nos dias passados em Milão. Ainda conservo nos meus olhos e no meu coração as imagens e as emoções deste acontecimento inesquecível e maravilhoso, que transformou Milão numa cidade das famílias: núcleos familiares provenientes do mundo inteiro, congregados pela alegria de acreditar em Jesus Cristo. 
 
Estou profundamente grato a Deus, que me concedeu viver este encontro «com» as famílias e «para» a família. Naqueles que me ouviram nesses dias encontrei uma disponibilidade sincera a acolher e a dar testemunho do «Evangelho da família». 
 
Sim, porque sem a família não existe futuro para a humanidade; de modo particular os jovens, para aprender os valores que conferem sentido à existência, que têm necessidade de nascer e de crescer naquela comunidade de vida e de amor que o próprio Deus desejou para o homem e para a mulher.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Santo Antonio de Pádua, o “Martelo dos hereges” - 13 de Junho


O grande taumaturgo de Pádua –– ou de Lisboa, sua cidade natal –– embora com uma curta existência terrena, tornou-se um dos santos mais populares do mundo, sendo venerado tanto no Oriente quanto no Ocidente

“Alegra-te, feliz Lusitânia! Salta de júbilo, Pádua ditosa! Pois gerastes para a Terra e para o Céu um varão que bem pode comparar-se com um astro rutilante, já que brilhando, não só pela santidade da vida e gloriosa fama de milagres, mas também pelo esplendor que por todas as partes derrama a sua celestial doutrina”. 

Esse foi o esplêndido elogio que fez desse santo o Papa Pio XII.(1)

“Doutor da Igreja”, “Martelo dos Hereges”, “Doutor Evangélico”, “Arca do Testamento”, “Santo de todo o mundo” –– são alguns dos títulos com que os Soberanos Pontífices honraram aquele cuja vida foi, no dizer de um de seus biógrafos, um milagre contínuo.

Catequese - Solenidade de Corpus Christi


Homilia para a Solenidade de Corpus Christi – D. Henrique Soares da Costa

51. Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. O pão que eu darei é a minha carne para a vida do mundo". 52. Os judeus discutiam entre si, dizendo: "Como esse homem pode dar-nos a sua carne a comer?" 53. Então Jesus lhes respondeu: "Em verdade, em verdade, vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. 54. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. 55. Pois a minha carne é verdadeiramente uma comida e o meu sangue é verdadeiramente uma bebida. 56. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim, e eu nele. 57. Assim como o Pai, que vive, me enviou e eu vivo pelo Pai, também aquele que de mim se alimenta viverá por mim, 58. Este é o pão que desceu do céu. Ele não é como o que os pais comeram e pereceram; quem come este pão viverá eternamente".

Laus Tibi Christe!



“Hoje a Igreja te convida: ao pão vivo que dá vida vem com ela celebrar!” – Caríssimos irmãos, é, precisamente, este o sentido da hodierna solenidade: celebrar, proclamar, professar, expressar a nossa fé inabalável na presença real do Cristo morto e ressuscitado nas espécies eucarísticas!

Eis a nossa fé: cremos com todo o nosso coração e com toda a nossa mente que, nas espécies eucarísticas oferecidas como Sacrifico de Cristo – sacrifico único, perfeito, eterno – o Senhor Jesus está realmente presente no seu Corpo e no seu Sangue, alma e divindade, tão perfeito e real como está no céu. Ante o pão e o vinho consagrados, podemos cantar, como o povo cristão canta: “Deus está aqui! Ó vinde, adoradores, adoremos a Cristo redentor!” Eis: nas espécies consagradas já não há mais pão, já não há mais vinho: há somente o Corpo e o Sangue do Senhor morto e ressuscitado, todo no que era vinho, todo no que era pão. É ele: adorável, amável, Vida para nossa vida!
 

sábado, 2 de junho de 2012

Catequese - Santíssima Trindade


Homilia de D. Henrique Soares da Costa – Santíssima Trindade – Ano B

16. Os onze discípulos caminharam para a Galiléia, à montanha que Jesus lhes determinara. 17. Ao vê-lo, prostraram-se diante dele. Alguns, porém, duvidaram. 18. Jesus, aproximando-se deles, falou: "Toda a autoridade sobre o céu e sobre a terra me foi entregue. 19. Ide, portanto, e fazei que todas as nações se tornem discípulos, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo 20. e ensinando-as a observar tudo quanto vos ordenei. E eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos!"

Laus Tibi Christe!


Terminado o tempo pascal com a Solenidade de Pentecostes, a liturgia celebra a Santíssima Trindade. Após proclamar nos santos mistérios que o Pai entregou o Filho por amor ao mundo na potência do Espírito Santo e, no mesmo Espírito Eterno, o ressuscitou dos mortos para nossa salvação, a Solenidade de agora é um modo que a Igreja encontra para louvar, engrandecer e adorar na proclamação exultante, o amor sem fim da Trindade Santa.

Estejamos atentos: por confessar a fé na Santa Trindade, os cristãos têm um modo absolutamente original de compreender Deus. Os judeus sabem que Deus é um só; aquele que os arrancou da terra do Egito, da casa da servidão. 

Ouvimos falar dele na primeira leitura: "Reconhece hoje e grava em teu coração, que o Senhor é o Deus lá em cima no céu e cá embaixo na terra, e que não há outro além dele”. Os muçulmanos afirmam que não há outro Deus a não ser o único Deus de Abraão. Neste sentido, esta é também a nossa fé. Deus é um só, uma Essência eterna, infinita, onipotente, imutável. Deus é absolutamente um, que não pode ser multiplicado nem dividido: ele é Amor todo inteiro, inteiro na Beleza, inteiro na Infinitude, inteiro na Onipotência e na Onipresença. 
 
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